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As cinco mulheres protagonistas da história da tecnologia


A área tecnológica carrega uma presença masculina muito forte, porém hoje em especial ao dia internacional da mulher, o blog da Visual Software volta no passado para lembrar alguns nomes femininos com forte influência na tecnologia.

Ada Lovelace

Ada Lovelace, reconhecida internacionalmente como a primeira programadora da história. Nasceu em 10 de dezembro de 1815, na cidade de Londres. Ada é filha única do poeta Lord Byron e Anne Isabella Byron. Os pais de Ada se separaram um mês depois do nascimento da filha e Lord Byron deixou o país e sua filha para sempre.

Anne incentivou desde cedo o interesse de Ada pela lógica e pela matemática, com isso o talento da garota com os números não demorou a ser percebido, ainda jovem, Lovelace iniciou sua relação profissional com Charles Babbage, ajudando na concepção da máquina analítica. Aos 20 anos, Ada casou-se com William Lord King, e quando seu esposo foi nomeado Conde de Lovelace, em 1838, Ada passou a ser a Condessa de Lovelace.

Assim como outros gênios da história, Ada Lovelace tinha pensamentos muito à frente da época em que viveu. Além de criar o primeiro algoritmo de que se tem registro, Ada também concebeu a ideia de que os computadores poderiam realizar muito mais tarefas do que unicamente calcular, e ela estava certa. Hoje, evidentemente, o computador faz muito mais do que meros cálculos, mas Lady Lovelace pensou em tudo isso em meados de 1842.

Lamentavelmente Ada Lovelace não viu a execução de seu algoritmo, em razão da máquina analítica ter sido produzida e finalizada após a sua morte. A Condessa faleceu em 1852, aos 36 anos, em decorrência de um câncer no útero.

As Garotas do ENIAC

Nessa lista são seis mulheres, entre elas: Frances Bilas, Jean Jennings, Ruth Lichterman, Kathleen McNulty, Betty Snyder e Marlyn Wescoff,  matemáticas selecionadas para desenvolver um algoritmo para o  ENIAC, o primeiro computador totalmente eletrônico, era uma máquina com 18.000 válvulas e diversos interruptores e cabos que ocupavam um andar inteiro da universidade da Pensilvânia.

As programadoras descobriram que a melhor forma de utilizá-lo era quebrar o cálculo em partes menores que podiam ser executadas uma de cada vez. Elas também desenvolveram métodos para corrigir rapidamente os erros do ENIAC, por ser uma máquina enorme era difícil descobrir qual das válvulas haviam sido queimadas ou se os fios estavam com problemas, isso que na época não existia nenhum sistema operacional, linguagem de programação ou livros  para ajudá-las, tudo que elas tinham para descobrir como programá-los eram os diagramas lógicos dos 40 painéis que compunham o computador.

Depois de meses de trabalho das garotas, os cálculos balísticos que levavam 30 horas para serem resolvidos, passaram a ser resolvidos em 15 segundos pelo ENIAC. Porém, quando o ENIAC foi apresentado para a sociedade e a imprensa em 1946, as mulheres não foram incluídas nesse projeto e ficaram invisíveis.

Irmã Mary Kenneth Keller

Mary Kenneth Keller foi uma importante educadora e pioneira da computação, tornou-se a primeira mulher a ter um doutorado em computação nos EUA, no ano de 1965. Além da importante conquista, a Irmã Mary Kenneth Keller possuía uma visão que hoje é aceita como uma unanimidade na área da tecnologia: a inclusão social através da tecnologia. Muito envolvida com a educação e o ensino, a Irmã enxergava nos computadores um potencial para ferramentas educacionais e desenvolvimento humano.

Após finalizado seu doutorado, a Irmã  fundou um departamento de computação na Universidade Clarke, ao qual gerenciou até o seu falecimento em 1985. Sua influência é vista até hoje, com 4 livros publicados que são referência.

Jean Sammet

Jean Sammet nasceu em Nova York, em 1928. É bacharel em matemática pelo Mount Holyoke College, tem também mestrado em matemática pela University of Illinois e doutorado honorário do Mount. Colégio de Holyoke.

Foi uma das criadoras da linguagem COBOL para computadores, que nasceu há mais de 50 anos, ainda roda em mainframes de grandes empresas e instituições, como bancos e organizações militares.

O COBOL foi uma encomenda do Departamento de Estado americano aos fabricantes de computadores. Durante duas semanas de 1959, Sammet e outras cinco pessoas foram em um hotel de Manhattan para criar as bases da linguagem.

Na época ela trabalhava para a Sylvania Electric Products, companhia que fabricava, entre outras coisas, mainframes e semicondutores. Sammet conseguiu o emprego na Sylvania por procurar nos classificados para homens como ela própria é apresentada à revista Glamour.

Mesmo hoje, onde dizem que COBOL está morto, superado pelas novas linguagens, um grupo de programação entra em cena para tentar provar o contrário.

Faleceu no dia 20 de Maio de 2017, em Maryland, aos 89 anos de idade. E seu livro Linguagens de Programação: História e Fundamentos , publicado em 1969 pela editora Prentice-Hall, é considerado um clássico da computação.

Karen Sparck Jones

Mais uma daquelas mulheres que você provavelmente nem sabia que existiu. Se hoje você digita algo em um site de busca e recebe respostas em segundos, agradeça à britânica Karen Sparck Jones nascida em 26 de agosto de 1935, Sparck Jones ensinou os computadores a entender uma linguagem comum.

O conceito “freqüência inversa do termo”, é a base dos sistemas de busca e localização. Eles analisam os termos que mais aparecem nos textos e os cruzam com um sistema de filtro, mostrando a relevância dos temas para a busca.

Os estudos de Karen Sparck Jones foram desenvolvidos no laboratório de computação da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, onde ela trabalhou por quase 30 anos, entre 1974 e 2002. Ela se aposentou naquele ano, mas continuou se dedicando a causas de inclusão das mulheres no mundo da tecnologia até seu falecimento, em 2007.

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